Estudos mostram claramente que estamos saindo do modelo de capitalismo tradicional para outro modelo, uma total mudança de paradigma, considerando a circulação de renda nesta sequência.
1- A indústria produz, mas paga os funcionários, e com dinheiro os produtos produzidos pela indústria circulam.
2- Porém com o fim de muitos empregos e funções, a maquina produz sem funcionários, não há mais salários e renda para circular, não há mais tantos trabalhos? Qual será a solução para esta mudança.
Essa é a pergunta central que economistas e sociólogos estão tentando responder agora. o "Paradoxo da Automação": se as máquinas produzem tudo, mas ninguém tem salário para comprar, o capitalismo entra em colapso por falta de consumo.
Estamos saindo do Capitalismo de Produção/Consumo tradicional para o que muitos chamam de Capitalismo de Stakeholders ou Economia de Acesso.
Aqui estão as principais soluções e mudanças de paradigma que estão sendo discutidas para resolver esse "nó":
1. Renda Básica Universal (RBU)
Esta é a solução mais citada. A ideia é que o Estado forneça uma quantia mensal de dinheiro a todos os cidadãos, independentemente de terem emprego ou não.
A lógica: Se a produtividade das máquinas gera riqueza (lucro para as empresas), uma parte desse lucro seria tributada para financiar a sobrevivência e o consumo da população.
O objetivo: Manter a roda da economia girando e evitar convulsões sociais.
2. Tributação de Robôs ("Robot Tax")
Grandes figuras como Bill Gates sugerem que, se um robô substitui um trabalhador humano, a empresa deveria pagar impostos equivalentes aos encargos sociais que pagaria pelo funcionário. Esse imposto financiaria a requalificação de pessoas e serviços sociais.
3. Economia de Acesso (Servitização)
O paradigma está mudando de "ter a posse" para "ter o acesso".
Em vez de comprar um carro (capitalismo tradicional), você paga pelo uso (Uber/assinatura).
Em vez de comprar softwares, você paga mensalidade (SaaS).
Isso permite que o capital circule com valores menores e recorrentes, focando na utilidade e não na propriedade.
4. Redução da Jornada de Trabalho
Outra via é distribuir o trabalho que resta. Se uma máquina faz o trabalho de 10 pessoas, em vez de demitir 9, as 10 trabalham menos horas (mantendo o salário ou com subsídio estatal), liberando tempo para a Economia do Cuidado (saúde, lazer, educação, artes), áreas onde o ser humano ainda é superior à máquina.
5. O Capitalismo de Vigilância e Dados
Nesse novo modelo, seus dados tornam-se a moeda. Mesmo que você não receba um salário tradicional, ao usar redes sociais e serviços "gratuitos", você está gerando valor para as empresas (treinando as IAs delas). A discussão futura é se o cidadão deve ser remunerado pelos dados que produz.
A Mudança de Paradigma
A grande "chave" que está virando é a seguinte:
Ontem: O trabalho era a única forma digna de distribuir renda.
Amanhã: A produtividade será tão alta e barata (devido à IA e robôs) que a sociedade terá que desvincular a sobreviver do trabalhar.
Isso explicaria por que o "Great Reset" fala tanto em "reimaginar o capitalismo": eles sabem que o modelo de 1950 não sobrevive a uma fábrica 100% automatizada.
Faz sentido para você que o Estado tenha um papel muito maior na distribuição dessa renda gerada pelas máquinas, ou você vê riscos nessa dependência?



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